Calças e Bermudas Adaptadas e Personalizadas para cadeirantes

A Lado B Moda Inclusiva, lançada em 2013, pela Dra. Dariene Rodrigues, é pioneira na criação, desenvolvimento, confecção e comercialização de uma moda inclusiva, promovendo soluções que facilitem o cotidiano das pessoas com deficiência e com mobilidade reduzida. Além de permitir que elas ganhem as ruas com elegância e estilo.

É uma moda que está em processo de Patente junto ao INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial).

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Diferenciais das calças e bermudas adaptadas e personalizadas:

-Tecidos com alta tecnologia têxtil pra promoção do conforto e design das peças;

-Aviamentos facilitadores e resistentes para abertura e fechamento das peças (velcro ou zíper);

-Modelagem especial com elástico no cós, que possibilita a acomodação perfeita, principalmente para quem faz uso de calça plástica (fralda), sem causar nenhum tipo de desconforto ou que haja a necessidade de aquisição de uma modelagem maior;

-Abertura frontal da peça (com velcro ou zíper) para facilitar a realização da prática do cateterismo (introdução de cateter para dreno da urina) ou utilização de bolsa coletora;

-Bolso interno para acoplar a bolsa coletora, caso seja necessário;

-Opção de bolso externo para guardar acessórios.

Modelo 1: Abertura na frente

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Modelo 2: Abertura na frente e nas laterais

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Assista ao Vídeo de “Como Comprar” na Loja Lado B Moda Inclusiva.

Você ainda está com dúvidas sobre os tecidos, lavagens e cores, tipos de adaptações, aviamentos (velcro ou zíper)?

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Ela chama o empacotador de “retardado“. O que acontece em seguida é super constrangedor (para ela).

Uma estudante se dirige a um supermercado perto de sua casa, planejando comprar frutas e legumes. No local, um dos funcionários é portador de Síndrome de Down, sendo responsável por empacotar os itens adquiridos pelos clientes. Porém, em um determinado dia, a menina testemunha a seguinte situação:

“Eu estou no caixa do mercadinho que sempre frequento perto do meu prédio. O empacotador que está cuidando das minhas compras é um homem muito amável e atencioso, e ele tem uma deficiência mental.

Empacotador: “Você quer essa aqui?”

(Ele tem nas mãos uma sacola, e eu posso ver que ela tem um furo no fundo.)

Eu: “Não, obrigada. Use uma outra.”

Mulher atrás de mim: “Meu Deus. Que lerdeza! Anda logo!”

Eu: “Eu acabei de pagar. Ele está no tempo certo.”

Mulher atrás de mim: “Ah, então você é lerda igual a ele? As pessoas especiais deveriam parar de atrasar a vida das pessoas normais.”

Empacotador: (com cara de ofendido) “Senhora, ela não é burra. Ela vai para a faculdade.” (Ele aponta para o logo da minha universidade no meu moletom.) “Ela é inteligente de verdade!”

Eu: “E ele é o melhor empacotador daqui! Ele é muito cuidadoso, o que é ótimo em se tratando de frutas e legumes!”

(No meio tempo, todas as minhas compras estão empacotadas. Como ele sabe que eu volto à pé para casa, o empacotador me ajuda a colocar as sacolas no ombro.)

Mulher atrás de mim: “Meu Deus, ele não vai nem te ajudar a levar as compras para o carro? Que delinquente! Eu quero falar com o gerente!”

Eu: “Eu caminho até minha casa, senhora. Você vai falar o que com o gerente? Sou eu mesma que sempre peço para o empacotador fazer isso assim.”

Empacotador: (se dirigindo a mim) “Tenha um bom dia!”

(A moça do caixa, que não tinha dito uma palavra até agora, olha calmamente para a mulher.)

Caixa: “Nós não iremos mais atendê-la devido ao seu ato discriminatório contra um funcionário e contra uma cliente regular. Você pode deixar seus itens aqui, nós os levaremos de volta às prateleiras. Por favor, saia da loja.”

(Ao invés de deixar o local, a mulher decide fazer um grande escândalo, chegando a quebrar uma prateleira, e tendo que ser contida fisicamente. Preocupado com a nossa segurança, o empacotador me leva – junto com outra cliente – para trás do balcão que vende cigarros. Nós tivemos que esperar a chegada da polícia.)

Empacotador: “Você… vai voltar semana que vem?” (cara de preocupado)

(O sorriso que ele deu depois disso tudo me deixou feliz pelo resto do dia.)

Às vezes é realmente difícil entender o que se passa na cabeça de gente assim. Por que ofender uma pessoa cuidadosa que estava apenas tentando fazer com dedicação o seu trabalho? Ainda bem que os outros clientes e os funcionários sabiam exatamente o quão maravilhoso este homem era, e se recusaram a deixar a mulher sair impune.

Se você concorda que todos os seres humanos merecem respeito – independentemente de terem ou não qualquer tipo de deficiência – então compartilhe este artigo com seus amigos e familiares. Nunca se esqueça: ser diferente é normal!

Fonte: Não Acredito

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Designer portuguesa cria código que permite que deficientes visuais distingam as cores

A tecnologia está permitindo cada vez mais a inclusão de pessoas com algum tipo de deficiência visual, ajudando a superar as dificuldades no dia-a-dia de quem não enxerga. Há projetos que auxiliam os deficientes visuais a apreciar obras de arte ou até mesmo permitem quegrávidas cegas “vejam” como será seu bebê através de uma ultrassonografia literalmente em 3 dimensões. Mas uma coisa tão comum para quem enxerga ainda parece distante da vida de quem não vê: é o colorido.

Pensando nisso e em como as cores afetam o nosso dia-a-dia, a designer portuguesa Filipa Nogueira Pires procurou inventar um novo código que representasse as cores para aquelas pessoas que não podem vê-las. A ideia ganhou o nome de Feelipa Color Code e busca melhorar a qualidade de vida das pessoas que convivem com deficiências visuais, permitindo que elas percebam as cores através de formas.

O funcionamento do código parece ser bastante simples, mas eficiente: um triângulo representa o amarelo, um círculo o azul e a cor vermelha é representada por um quadrado. As misturas entre estas formas também representam a mistura das cores que são representadas por elas. O preto, o cinza o branco são representados por linhas horizontais, que também são utilizadas para definir cores mais escuras ou mais claras, como é possível ver nas figuras abaixo:

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A ideia da designer é transformar o Feelipa Color Code em um código universal, assim como a escrita em braile, permitindo seu uso em diversos objetos do dia-a-dia de modo a facilitar a vida de deficientes visuais. Enquanto não vira realidade, é possível comprar um baralho de cartas de aprendizagem do código por € 5.00 ou um conjunto com adesivos em relevo por € 3.00, através da loja virtual do projeto.

Dá o play e confere mais detalhes sobre a ideia:

Fonte: Hypeness

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Professor com câncer recebe a visita de 400 alunos, que cantam para ele em vídeo emocionante

Um professor do Tennessee, nos EUA, foi surpreendido pelo carinho de estudantes da escola cristã em que lecionava em um momento muito difícil de sua vida. Ben Ellis está com câncer e recebeu a visita de 400 alunos que foram até a casa dele e cantaram uma música que fala de fé e esperança.

Ellis recebeu o diagnóstico de câncer em dezembro de 2015. Depois de nove meses de batalha, ele decidiu, na última quarta-feira, interromper o tratamento. Foi quando Parker Altman, o diretor da escola cristã Christ Presbyterian Academy, decidiu levar um pouco de conforto ao colega e organizou a surpresa.

Mais de 400 alunos foram visitar o professor na semana passada. Em coro, eles cantaram a música “Holy Spirit”, de Kim Walker. Um vídeo do momento em que Ellis recebe os alunos em seu jardim foi compartilhado pelo cantor country Tim McGraw, no último sábado, e já teve mais de 24 milhões de visualizações e mais de 468 mil compartilhamentos no Facebook.

Fonte: Extra

Calças adaptadas e personalizadas com abertura na frente e bolso interno para facilitar a prática do cateterismo e o uso de bolsa coletora.

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Pela primeira vez atletas paralímpicos conseguem ouvir suas medalhas

Quem está acompanhando a Paralimpíada deve ter percebido que os atletas balançam as medalhas próximas ao ouvido quando estão no pódio.

Um post da página oficial da Olimpíada no Facebook explica que, pela primeira vez, as medalhas têm esferas ou guizos dentro delas para emitir sons.

As medalhas de ouro têm 28 pequenos guizos de aço, a de prata 20 e a de bronze 18. A ideia é que os atletas com deficiência visual consigam ter uma experiência sensorial.

As medalhas também vêm com “Rio 2016 Paralympic Games” escrito em braile.

Vale lembrar que os atletas olímpicos também ganham um mascote Tom, com o cabelo das cores da medalha.

Confira o vídeo que mostra como a casa da moeda fez as medalhas Olimpícas e Paralímpicas e como eles colocam os guizos dentro das medalhas.

Fonte: Buzzfeed

Calça adaptada e personalizada com velcro na frente para facilitar a prática do cateterismo.

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Nova cadeira de rodas permite que usuários se movimentem em pé

Uma startup de tecnologia israelense está lançando uma inovadora cadeira de rodas vertical que se estabiliza sozinha.

Com a nova cadeira de quatro rodas, que usa um giroscópio similar ao do patinete elétrico Segway e um software estabilizador, é possível ficar de pé e andar por terreno urbano acidentado, além de conversar cara a cara com pessoas que estejam de pé.

Ela será apresentada numa conferência médica na Alemanha no mês que vem, e a empresa espera que o dispositivo chegue ao mercado no próximo ano.

Antes disso, o modelo precisa ser aprovada em duas triagens clínicas, uma com a associação dos veteranos norte-americanos em Nova York, para ajudá-la a obter a aprovação regulatória e garantir que planos de saúde possam ajudar os consumidores com os preços elevados do produto.

A empresa criadora do produto, UPnRIDE, foi fundada por Amit Goffer, 63 anos, que em seu empreendimento anterior, a ReWalk Robotics, criou um exoesqueleto robotizado que ajuda pessoas paralisadas da cintura para baixo a andar.

Mas Goffer, que usa uma cadeira de rodas desde um acidente com um veículo off road em 1997, nunca pode usar sua primeira invenção porque seus ferimentos causaram perda parcial na função de seus braços.

“A dignidade, autoestima… de se sentir parte da sociedade novamente, do centro da sociedade, não das margens – o efeito psicológico é dramático”, disse Goffer sobre o novo modelo.

Confira o Vídeo: 

Fonte: G1

Calça e bermuda adaptadas com abertura na frente em velcro. Independência e conforto para cadeirantes e amputados.

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Governo vai investir em atletas paralímpicos para Tóquio 2020

Desde 2010, foram investidos R$ 67,3 milhões em esportes paralímpicos. Até a próxima Paralimpíada, haverá aumento dos recursos destinados ao paradesporto.

Após os Jogos Paralímpicos Rio 2016, o governo federal continuará a investir em programas para o desenvolvimento de atletas paralímpicos. A garantia foi dada pela secretária especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Ministério da Justiça e Cidadania, Rosinha da Adefal, nesta segunda-feira (12). Em entrevista coletiva concedida ao lado do judoca Wilians Araújo, que conquistou uma medalha de prata no último sábado (10), a secretária comemorou a ampliação de investimentos.

“Teremos mais recursos para continuar investindo no paradesporto, para que, em Tóquio 2020, tenhamos uma meta mais ousada que o quinto lugar no quadro geral de medalhas”, disse. Segundo Rosinha, o governo federal investiu R$ 67,3 milhões diretamente em ações voltadas para o esporte paralímpico desde 2010. Além disso, foram firmados convênios com confederações esportivas para preparar equipes em todo o País.

“Nós acreditamos que o esporte é o melhor veículo de inclusão social. Além dos legados físicos e de imagem, queremos que o maior legado dos Jogos Paralímpicos seja a mudança de atitude em relação à pessoa com deficiência”, afirmou a secretária.

Loteria Esportiva

A manutenção dos investimentos será viabilizada pelo aumento dos recursos destinados ao paradesporto via Loteria Esportiva. Após a sanção da Lei Brasileira de Inclusão, em agosto de 2015, o percentual da arrecadação das loterias esportivas destinado ao paradesporto subiu de 0,3% para 1,0%.

O judoca Wilians comemorou a notícia e afirmou que isso tranquiliza muitos paratletas. “O investimento do governo federal foi muito grande, e isso permitiu que fizéssemos treinamento no exterior e pudéssemos viajar para competir”, disse o lutador, que perdeu a visão aos 10 anos, num acidente com uma espingarda.

Sem patrocínio privado, Wilians destacou que a Bolsa Pódio que recebe do Ministério do Esporte permitiu que pudesse treinar com mais tranquilidade.

“Foi graças a isso que eu pude conquistar essa medalha e dar essa alegria à minha família e ao povo brasileiro. Fico muito feliz em saber que existe planejamento para continuar investindo no paradesporto depois dos Jogos Paralímpicos.”

A falta de investimento, segundo o judoca, foi a maior dificuldade que ele enfrentou na sua trajetória esportiva. “No começo, quase desisti do judô. Tinha de estudar e concluir o ensino médio, não sobrava tempo para treinar, mas meus técnicos ligavam e insistiam para que eu voltasse aos treinos”, contou Wilians.

Com a medalha de prata no peito, ele diz que seu próximo sonho é ser campeão de judô e trazer uma medalha de ouro de Tóquio, em 2020. Para Wilians, o esporte mostra o potencial da pessoa com deficiência que, muitas vezes, precisa apenas de oportunidade.

“Espero que o grande legado dos Jogos seja mudar a cabeça de todos os brasileiros e mostrar o quanto somos capazes e o quanto somos iguais”, disse o judoca.

Fonte: Portal Brasil

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Paraskatistas superam limites no skate e sonham com ida às Olimpíadas de Tóquio

Pelas pistas de skate do Brasil, não para de crescer o número de meninos e meninas que nasceram para surfar no asfalto. O equilíbrio e a coragem para fazer as manobras mais tensas é visível enquanto vão costurando seus caminhos no half pipe, no bowl ou na rua mesmo, onde brota a alma do skatista. Um shape com quatro rodinhas debaixo dos pés faz a galera voar, mas você já deu conta de que existem também os paraskatistas? Com alguma deficiência presente em suas vidas, paratletas como Ruan Felipe provam que super-heróis não são só uma teoria.

Depois de ter uma gripe e tomar uma injeção de Dipirona misturada com Plasil Ruan teve uma gravíssima reação alérgica, quando tinha apenas 3 anos de idade. Ficando entre a vida e a morte, teve mais uma chance para mostrar ao mundo a que veio. Com parte dos braços necrosados e pernas amputadas por conta do mesmo problema, ele renasceu.

Agora, aos 22 anos ele é um paraskatista de Ribeirão Preto (SP), que conquistou sem apoio da família o patrocínio de marcas e chegou até campeonatos. O skate apareceu na sua vida aos 8 anos porque a avó queria que ele se locomovesse melhor pela casa. Aquela foi a primeira paixão do Ruan, que ficou mais independente com a ajuda do skate. “Sou 100% dependente do skate, é all day. Eu acho que todo dia eu pego pra andar mesmo, sem ser só pra me locomover”, me contou.

E a rua é onde ele mais gosta de estar, seja para passar seu tempo livre ou para aprender alguma manobra nova, como o nollie one foot, que é quando a pessoa se equilibra somente sob duas rodinhas do skate no chão. Melhor do que eu escrevendo, só uma foto pra comprovar mesmo. A cena aparece no minidocumentário Ilimitado, que conta a história do Ruan:

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O primeiro campeonato ele não se recorda muito bem quando foi, mas o friozinho na barriga…esse foi inesquecível. “Me lembro bem da sensação, porque eu meio que não queria e os meus amigos me inscreveram escondido. Só fui ver na hora de correr o campeonato! Foi bem assustador, mas foi dahora. Isso me deu um empurrão como se fosse de cima de um prédio e eu curti!. É dessa adrenalina toda que se alimenta um skatista.

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Assim como ele, o paulistano Vinícios Sardi, de 20 anos, também se animou bastante após a primeira competição de sua vida. Nascido com má formação congênita, que atinge a formação das pernas, ele começou a andar de skate com 16 anos por influência do paraskatista Ítalo Romano, um dos principais atletas da categoria. “Ví o Ítalo na televisão e pensei, ‘pô, se ele pode, porque eu não posso também?’. Aí desde esse dia eu comecei a tentar e estou aqui até hoje”, disse ele durante a entrevista. Hoje a paixão é tanta que ele anda de skate cinco vezes por semana e também pratica natação, outro de seus hobbies.

O incentivo ao esporte é tão importante para estes meninos (e meninas que também se animarem com a ideia), que mesmo um pequeno evento de bairro já consegue dar o impulso necessário para que eles se profissionalizem e alcancem novos horizontes. “Minha primeira competição foi bacana, num campeonato na pista perto de casa, com meus amigos e todo o pessoal que sempre me viu andar de skate. A primeira competição foi algo que me impulsionou. Se eu estava participando dessa, poderia participar de outras. Abriu as portas totalmente pra eu entrar em outras. Você sente aquela vibe das pessoas torcendo por você, o acerto das manobras…muito bom.”

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Diferente de Ruan, Vini tem apoio da família. Morando com a avó e a tia Adriana, ela me contou que de início veio o medo de que ele se machucasse. “Ficamos um pouco preocupados, é um esporte bem radical, né. Depois a gente viu que o skate trouxe pra ele uma superação, em tudo. Ficamos bem orgulhosos e vimos que a partir daí o Vinícios começou a se aceitar mais e mostrar pra gente mesmo. A cada dia ele ensina a gente. É um exemplo de vida.

Um ponto ressaltado pela tia é que atletas como o sobrinho mostram que nada é impossível.“Quando ele chega na pista, tira as próteses pra andar de skate, as pessoas olham com curiosidade e admiram. Poxa, a gente tem as pernas e acaba reclamando, colocando obstáculos. Vemos que neles não existe isso. Eles superam tudo”.

Prova disso é também o skatista profissional pernambucado Og de Souza, que fez história no esporte e foi um dos pioneiros a andar de skate utilizando as mãos, em 1988. Vítima de poliomielite na infância, atualmente é um dos mais respeitados do mundo, chegando a participar do campeonato mundial de skate na Alemanha, onde levou o segundo lugar e o prêmio de melhor manobra.

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Assim como Og, João Henrique de Oliveira, de São Bernardo do Campo (SP) teve polio e já anda de skate há quase 10 anos. Quando o conheci, numa competição em 2011, me ecoa a frase na cabeça até hoje: “Skate pra mim é mais do que um vício, é superação”. Hoje ele continua competindo e atualmente está no Rio de Janeiro para acompanhar as Paralimpíadas.

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Não posso deixar de citar também o pequeno e poderoso Davizinho, ou David Teixeira, carioca que nasceu com síndrome da banda amniótica, resultando na má formação dos braços e das pernas. Aos 10 anos de idade, ele anda de skate, participa de competições e também surfa, chegando a pegar onda junto com o campeão mundial Gabriel Medina. Sorte do Medina, né!

Quem também surpreende no esporte diretamente do Rio de Janeiro são os paratletas Rafael Alenteiro e Phelipe Palmas, que tem Síndrome de Down e compete junto com essa turma toda. Além deles, o Luan Rodrigo, de São Sebastião (SP), apareceu todo bonitão andando de skate ao lado de Og numa matéria da ESPN em 2009, mas não consegui localizá-lo para essa matéria.

Os desafios diários

Falando em superação, eis que surge um outro tema: as próteses. As pernas mecânicas são um tanto complicadas para quem quer andar de skate por conta dos movimentos que o esporte propõe, tornando o processo dolorido e de difícil adaptação. “Eu usei um bom tempo, depois fiquei mais um bom tempo sem usar. Com apoio do pessoal da fisioterapia, estamos avaliando pra eu voltar a usar. Só que é meio difícil, me incomoda porque não estou acostumado, mas a gente vai tentar”, explicou Ruan sobre sua experiência. Por outro lado, ajudam em outras tarefas cotidianas já que facilitam a locomoção. Então, é utilizada para tudo, menos para o esporte e tudo bem com isso.

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Conversando com o mineríssimo de sotaque puxado Shierre Ilário, que é de Poços de Caldas (MG), me dei conta de mais uma história inspiradora. Diferente dos demais entrevistados, dos 9 aos 29 anos ele era um skatista que estava indo para a categoria Amador. Com a descoberta de um tumor maligno no joelho, tudo mudou. A perna foi amputada para que o câncer não se espalhasse a outras áreas do corpo e então ficou cinco anos sem o carrinho nos pés. “Quando perdi a minha perna e já andava de skate, no começo achava que não ia dar mais. Conheci o Og de Souza e o Ítalo, mas achava que não ia conseguir fazer o que eles faziam. Então fiquei um tempo meio pra baixo, meio depressivo.”

Para se tornar o paraskatista que é hoje, teve o maior incentivo de sua vida. “Pai, por que você não volta a andar de skate, pra andar junto comigo?”, disse a filha, que ficou em terceiro lugar no primeiro campeonato de sua vida e trouxe novos rumos para Shierre, na época, com 35 anos de idade. “Com os meus filhos crescendo, um colega me chamou pra ajudá-lo num campeonato e eu meio que não queria ir ver os caras andando de skate e eu passando vontade. Mas nisso minha filha foi, curtiu o campeonato e quis andar de skate. Aí peguei o skate desse meu colega e voltei a andar. Não tive muita motivação, mas pela minha filha mesmo, eu voltei.”

Passado o período nebuloso, já são quatro anos da volta ao skate e competições. Ainda assim, existem outros problemas a serem superados, muito mais por parte da sociedade do que dele.“Hoje em dia vemos que a deficiência tem visibilidade, está mudando o preconceito. Mas ainda rola, tanto é que não trabalho e quando vou em entrevista, explico que uso perna mecânica e acham que não vou aguentar trabalhar”, queixou-se. Na pista, também existem alguns “fominhas” que precisam tomar jeito. “Na pista de skate às vezes rola uma falta de respeito com o paratleta. Às vezes você está esperando no obstáculo pra fazer a manobra, mas tem gente que entra na nossa frente direto, achando que estamos lá pra atrapalhar. O bom é que a grande maioria apoia a gente, fala que somos exemplo”.

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A acessibilidade, como sempre, é um grande problema para pessoas com deficiência e consequentemente afeta o paraskate. O Brasil tem um crescimento gigante de skatistas, mas as pistas não acompanham os números. Há poucas, com infraestrutura escassa ou isenta para paratletas, e manutenção precária. Tem muita pista sem manutenção, que é necessário, porque pista de skate tem muito impacto, acaba rachando e tal. Tinha que estar sempre reformando e fazer a molecada nova se interessar pelo esporte, que agora é olímpico. Isso talvez mude nestes quatro anos pra frente”, apontou Vini.

Ruan também aponta outra coisa importante para facilitar a vida de pessoas com deficiência: a limpeza das ruas, pra dizer o mínimo. Se a sujeira já incomoda quem anda com os pés no chão, imagina pra quem se locomove de skate utilizando as mãos. “Eu quero mostrar que não preciso de ajuda. Mas sabe um jeito de ajudar? Manter a cidade limpa, sem cuspe no chão, sem vidro, sem o cocô do cachorro, porque eu já acabei encostando em tudo o que você puder imaginar. Eu ando preocupado na rua. É complicado.“

Skate como modalidade olímpica e as Paralimpíadas

Segundo uma recente pesquisa da Datafolha e da Confederação Brasileira de Skate (CBSk) o skate cresceu como nunca nos últimos seis anos, entre 2009 e 2016. Atualmente o país tem cerca de 8,5 milhões de skatistas, sendo 1,6 milhões de mulheres. Desta fatia, não se sabe ao certo quantos são paraskatistas, mas ainda são poucos os que se arriscam e a modalidade tem pouco apoio – a começar por não ser considerada numa pesquisa do tipo.

Este ano, porém, já houve uma conquista histórica: a inclusão no Campeonato Brasileiro de Street Skate Amador. Assim, no dia 19 de março os atletas abriram com chave de ouro a categoria “Paraskate”, voltada para skatistas paraplégicos, amputados, deficientes visuais ou mentais, que foi aberta para quaisquer interessados sem a necessidade de seleção por meio de algum campeonato. Lá estavam Matheus Moreira de Brasília (DF), Ruan Felipe de Ribeirão Preto (SP), Vini Sardi de São Paulo (SP), João Henrique de S. Bernardo do Campo (SP), Felipe Nunes de Curitiba (PR), Davizinho do Rio de Janeiro (RJ) e Toninho de São Vicente (SP).

Conversei com o brasiliense Matheus, um cabeludo de apenas 16 anos que teve sua estreia em competições neste dia tão histórico para o esporte nacional. Para ele foi uma “sensação única” estar ali, representando e sendo representado. Sem movimento nas pernas por conta de uma má formação congênita, além de tocar bateria e praticar Stand Up Paddle, anda de skate desde 2010 e também foi influenciado por Ítalo Romano quando o viu descendo a Mega Rampa.

Animado para as Paralimpíadas, vai acompanhar os jogos de Basquete em Cadeira de Rodas pela televisão e também aguarda ansiosamente por 2020, quando o skate debuta na Olimpíadas.“Eu acho extremamente importante para a popularização do skate. Acho que assim poderá ser visto com outros olhares, fazendo com que a população não tenha aquele visão de que skatista é vagabundo, maconheiro.”

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Shierre aponta que não só quer acompanhar os jogos paralímpicos, como também é parte disso. “Tenho que me envolver mais, aprender mais com quem já está nesse caminho”. E não só quer ver as modalidades pela TV como também ser visto, quem sabe, nas Olimpíadas de Tóquio.“Estou achando legal pra caramba ter essa oportunidade para o skate. Estou rezando, torcendo, para poder ir também. Estou treinando pra isso, vai que eu posso participar. Não podemos nunca desistir de um sonho. Tem que sempre persistir e trabalhar pra isso, né. Vamos ver daqui pra frente!”

O Vini também quer garantir uma passagem para 2020 e vê um lado muito positivo nas Paralimpíadas, que é o espelho de esportistas que lutam diariamente pelo o que mais amam fazer. “É uma forma de ver pessoas que estão nas mesmas condições que eu, se superando igual a mim. Então também é uma motivação, pra todo mundo. Eu queria muito participar lá em Tóquio, vamos ver”.

Ele também aproveita para cobrar mais apoio para os skatistas. Acho muito importante o skate ter entrado como modalidade olímpica tanto pra quebrar aquela barreira de skate como coisa de vagabundo, maloqueiro, e tanto para o governo investir mais no esporte, abrir mais portas para atletas que querem se profissionalizar no skate. Porém, eu acredito que o skate não precise das Olimpíadas. É um esporte muito independente, é um estilo de vida, na verdade. Acho que as Olimpíadas precisam mais do skate do que o contrário. Mas eu sou super a favor de incluir”.

Quem divide a mesma opinião é o presidente da Federação Paulista de Skate, Roberto Maçaneiro, que aponta sobre a perda da essência dessa ferramenta de contracultura que a alguns anos atrás já tomava novos rumos e formas. “A profissionalização traz um certo receio, porque o skate vem da rua, é um estilo de vida e não só um esporte. Mas entrar nas Olimpíadas vai colaborar muito com o desenvolvimento dos skatistas no Brasil”, me explicou.

Maçaneiro também aponta que o paraskate ainda está em construção no país e que as competições organizadas por eles não restringem os atletas. Ou seja, é tudo junto e misturado, o que resulta numa interação bacana entre skatistas iniciantes, amadores e profissionais junto com paraskatistas. As competições inclusive se dividem em categorias, como Biamputado Sentado, Biamputado Ereto, Amputado Sentado, Amputado Ereto, Má Formação Congênita e Síndrome de Down.

Ao que tudo indica, o Brasil ainda não está tão munido ou preparado para incentivar estes paratletas ou atletas no geral. O país não está tão preparado para as futuras olimpíadas, mas ainda assim, o pessoal que pratica esportes está, porque se dedica mesmo diante inúmeras dificuldades. Olhando por esse ângulo, é fácil enxergar que para essa galera o céu é só o começo e não o limite.

Ruan, Shierre, Vinicios, Matheus, João Henrique, Rafael e Og:

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Fonte: Hypeness

Esta mulher sobreviveu a um ataque com ácido e agora vai desfilar na semana da moda em NY

Ataques contra mulheres utilizando ácido, que raramente matam, mas deixam severas cicatrizes físicas, psicológicas e emocionais, estão cada vez mais frequentes na Índia, Estima-se que, por ano, aproximadamente 500 mulheres tenham seus rostos queimados em locais públicos, na maioria das vezes por motivo de vingança masculina.

E Reshma Qureshi, de apenas 19 anos, faz parte dessa triste estatística. Em 2014, após denunciar o irmão de seu marido por assédio, Reshma teve seu rosto queimado com o ácido altamente corrosivo, fato que deixou a pele do seu rosto bastante comprometida, além de ter lhe tirado a visão de um dos olhos.

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No começo, foi extremamente difícil para a jovem conviver com a situação, que chegou até mesmo a pensar em tirar a própria vida. Mas após receber o apoio da ONG Make Love Not Scars, que luta para aumentar o rigor na venda de ácidos na Índia, Reshma recuperou sua autoestima, e passou a publicar vídeos na internet onde dá inúmeras dicas de beleza.

Agora, sua última conquista foi ser escolhida para participar de dois desfiles na Semana de Moda de Nova York, que está acontecendo esta semana na cidade. Convidada pela FTL Moda, empresa que tem como um de seus princípios trabalhar com a inclusão no mundo fashion, Reshma ficou muito emocionada, chegando até a cair em lágrimas quando soube que iria viajar para fora do país pela primeira vez, e espera que sua atitude ajude a empoderar vítimas de ataques de ácido no mundo inteiro.

Fonte: Hypeness

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Engenheiro criou grupo para ajudar deficientes a disputar corridas

Em 2012, o engenheiro elétrico Eduardo de Godoy começou a praticar corrida de rua para homenagear o pai, que havia acabado de morrer de câncer ósseo. Pouco tempo depois, conheceu a história do americano Dick Hoyt. Na década de 70, ele empurrou o filho tetraplégico Rick na disputa de maratona — o episódio inspirou o filme Meu Pai, Meu Herói, de 2013.

Motivado pelo exemplo, Godoy resolveu levar a ideia à Associação Beneficente Comunidade de Amor Rainha da Paz, uma instituição que atende 313 crianças e adultos com deficiência motora e intelectual em Santana de Parnaíba.

No início de 2014, começou a fazer cotações nas empresas para a compra do material necessário. “Algumas chegaram a cobrar mais de 30 000 reais por equipamento, o que inviabilizava o projeto”, afirma. Depois de nove meses de batalha, conseguiu reunir com amigos o capital mínimo exigido para tirar a ideia do papel. Amealhou na época 3 000 reais, para adquirir um triciclo e acessórios.

A estreia da equipe, batizada de Pernas de Aluguel, ocorreu em novembro daquele ano em uma etapa do Circuito Athenas, uma prova anual de 21 quilômetros disputada na Marginal Pinheiros. Nesse primeiro evento, o time contou com apenas um participante, Wesley Silva, um rapaz de 25 anos com deficiência intelectual e motora. Cinco voluntários, atraídos entre outros simpatizantes das corridas de rua, revezaram-se na tarefa de empurrá-lo por pontos como a Ponte Estaiada. “Fiquei emocionado quando vi o público aplaudindo a sua chegada”, relembra o fundador do grupo.

Desde então, a trupe esteve em quarenta disputas. A iniciativa se expandiu além dos horizontes da Rainha da Paz. Hoje, tem 25 voluntários fixos para dois triciclos. Os custos de transporte das crianças carentes são pagos por Godoy. Seu gasto médio gira em torno de 1 000 reais por mês, e 70% disso é bancado com doações realizadas no site do movimento. A próxima corrida será a Track & Field Run, no dia 25. “É gratificante ver pessoas com deficiência incluídas no esporte”, afirma.

Fonte: Veja

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