Pai constrói aparelhos em casa estimulando filho com paralisia cerebral

Paulo de Moraes Sant’ana já deixou o emprego para cuidar do filho com paralisia cerebral e, agora que o Kauan conta com a ajuda de um cuidador na sala de aula, ele tenta estimular o menino de 6 anos de outras formas.

Inspirado nas sessões de fisioterapia, o pai decidiu construir em sua casa equipamentos como os usados na clínica em que Kauan é atendido, em São Carlos (SP), e, segundo a fisioterapeuta do garoto, o resultado da iniciativa é notável.

Histórico

O parto de Kauan foi complicado. O menino nasceu com a ajuda de fórceps e, dias depois do nascimento, descobriram que ele estava com a clavícula quebrada. Após a alta, os pais notaram que a criança fazia movimentos involuntários com os olhos e o neurologista diagnosticou paralisia cerebral.

Desde então, Kauan passou por vários procedimentos cirúrgicos e sessões de fisioterapia e, aos poucos, a companhia constante da cadeira de rodas começou a ser intercalada com passos próprios.

“Foi a partir dos tratamentos que conseguimos que ele começasse a marcha. Ele já consegue andar na barra paralela em auxílio, coisa que não fazia antes no PediaSuit. Ele também está fazendo o treino de marcha com andador e respondendo muito bem”, contou a fisioterapeuta Rúbia Cristina Franco.

Com o resultado positivo, Paulo teve a ideia de implantar os mesmos equipamentos das sessões de fisioterapia em casa, mas, como não tinha condições de comprar os materiais profissionais, orçados em R$ 800, improvisou. Com cerca de R$ 30, lixou e pintou tábuas que já tinha e construiu os aparelhos.

“Tirei as medidas exatamente como as da fisioterapia e, como tinha madeira, caibro e prego em casa, fiz com isso. Mostrei para a fisioterapeuta e ela disse que estava perfeito. A melhora dele está me motivando a pensar em outras coisas que também possam ajudar, para conseguir incluir ele em tudo”, contou o pai.

A surpresa de Sant’ana se tornou o maior incentivo para Kauan, que, de acordo com Sant’ana, só quer saber de andar nas suas barras artesanais.

“Quando eu trouxe ele aqui para ver, ele ficou muito feliz e sorria muito, agradecia toda hora. Agora ele acorda e já quer andar, dá para notar que ele está mais motivado e mais ágil”, relatou Sant’ana. “Sinto ele mais confiante nele mesmo”.

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Funcionalidade

Rúbia afirma que os aparelhos construídos apresentam uma diferença na altura, já que não são profissionais, mas isso pode ser ainda melhor e ajudar no equilíbrio. Ela também contou que orienta o pai sobre como proceder.

“Além de ajudá-lo na clínica, eu dou suporte ao pai na maneira dos equipamentos serem utilizados em casa através de vídeos que ele me manda dos exercícios”, explicou.

“Após o pai fazer essa barra em casa, o Kauan apresentou melhora na postura e maior força muscular, já anda sozinho na barra paralela, fica em pé com apoio posterior e faz marcha com andador e auxílio. Estou muito feliz com os resultados”, afirmou a fisioterapeuta.

Determinação

De acordo com Rúbia, Kauan luta muito para obter sucesso nas atividades, e o pai nunca mediu esforços para ajudar da melhor maneira possível, sempre estimulando o filho e criando novos métodos para facilitar os exercícios.

“Ele já teve enormes resultados, é um menino de ouro, super determinado e faz tudo que é proposto. Eles nunca faltam na terapia. O pai realmente é um paizão, sempre busca o melhor para o Kauan, eles são ótimos”, disse.

Para Sant’ana, a felicidade transmitida pelo menino a cada passo é a melhor conquista. “Fiquei extremamente feliz, não tinha resposta quando ele me agradecia, o sorriso dele foi o suficiente para mim. Só preciso ver aquele sorriso para sempre”.

Fonte: G1

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Jovem autista contratado pelo Starbucks faz sucesso dançando enquanto trabalha

Mais pessoas como Sam precisa ser vistas, ouvidas e receber uma chance de prosperar e de dançar.”

Semana passada a defensora da consciência do autismo Carly Fleischmann postou um vídeo desejando que este se tornasse viral nas redes. Esse foi seu pedido de aniversário, que aconteceu na última terça-feira, 26. O vídeo apresentava o barista Sam, um adolescente com autismo que trabalha em uma das unidades da Starbucks em Toronto, Canadá, dançando.

O desejo de Carly foi atendido e seu vídeo conta com mais de 350 mil views na página do YouTube. Na descrição da publicação, ela conta que Sam foi diagnosticado com autismo e possui uma desordem de movimento, algo que seu corpo ainda não controla totalmente. “Nunca pensei que Sam conseguiria trabalhar atrás do balcão por conta de seus movimentos bruscos, mas seu gerente Chris acreditou nele e conduziu Sam a canalizar seus movimentos na dança”.

Hoje Sam está fazendo sucesso e já é conhecido como o “barista dançarino”. Ele contou aos seus pais que, desde que começou a trabalhar, sua vida passou a ter um “significado real”.

A história de Sam e a atitude de Carly ajudam a desmistificar o autismo e a dar voz a todos aqueles que ainda não conquistaram uma oportunidade como Sam conseguiu. E esta é uma lição para todos os empregadores também, de que mais do que encontrar diferenças, precisamos dar oportunidades, criar empatias, chegar junto e trabalhar pela inclusão.

Fonte: Hypeness

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As paralimpíadas vêm aí e o Brasil é uma potência

As Olimpíadas do Rio chegaram ao fim, e deixarão saudades nos amante dos Jogos, que desfrutaram das competições imersos no espírito olímpico. Se você já está na ressaca e na saudade das Olimpíadas, vale lembrar que em pouco mais de duas semanas começam os Jogos Paralímpicos de 2016, trazendo de volta a emoção das competições, somada às histórias de superação que são a essência da competição – além de um Brasil que disputa as cabeças da competição.

Sim, pois nos Jogos Paralímpicos de Londres, em 2012, o Brasil terminou em sétimo colocado no quadro de medalhas, com 21 de ouro, 14 de prata e 8 de bronze. Para os jogos do Rio, que acontecerão do dia 7 ao dia 18 de setembro, espera-se um resultado ainda melhor.

O programa esportivo dos Jogos contará com 22 esportes: atletismo, basquete em cadeira de rodas, bocha, canoagem, ciclismo (em estrada e em pista), esgrima em cadeira de rodas, futebol de 5, futebol e 7, goalball (futebol com guizo), hipismo, judô, levantamento de peso, natação, remo, rugby em cadeira de rodas, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas, tiro, tiro com arco, triatlo, vela e vôlei sentado.

Será a estreia da canoagem e do triatlo nos jogos paralímpicos, e a despedida do futebol de 7 e da vela, que não constarão como modalidades nos Jogos de Tóquio, em 2020, por não se enquadrarem nas regras atuais do Comitê Paralímpico Internacional – em seus lugares entrarão o badminton e o taekwondo. São esperados mais de 170 delegações representando os países membros do Comitê.

A primeira edição dos Jogos aconteceu em 1960, em Roma, mas sua inspiração surge de uma bela história: após a segunda guerra mundial, o neurologista alemão Sir Ludwig Guttmann (que, por sua origem judia, havia sido expulso da Alemanha ao início do conflito) desenvolveu um bem sucedido sistema de reabilitação de soldados feridos em combate, juntando trabalho e esporte.

Com o êxito de seu método, o médico realizou, em 28 de julho de 1948, o primeiro evento esportivo para atletas com deficiência, na cidade de Stoke Mandeville, na Inglaterra – no mesmo dia e a apenas 56km de distância da abertura dos Jogos Olímpicos de Londres. Nessa versão embrionária e visionária dos Jogos, dois grupos de arqueiros somente participaram.

Guttmann seguiu em sua empreitada em utilizar o esporte como meio de libertação, tratamento e cura para pessoas com deficiência, e assim conseguiu realizar a primeira edição “oficial” dos jogos, em Roma, reunindo 400 atletas de 23 países em 1960.

Originalmente trazendo somente atletas em cadeiras de roda, em 1976, na cidade de Toronto, os Jogos pela primeira vez incluíram atletas com deficiência visual, amputados, pessoas com lesão na medula espinhal, entre outros, totalizando 1600 atletas de 40 países, e encontrando o modelo que permanece até hoje. Em 1989, após os jogos de Seul no ano anterior, o Comitê foi enfim criado, reunindo 167 países.

Brasil

De lá pra cá a participação brasileira cresceu em tamanho e qualidade, e em 2008 o Brasil pela primeira vez terminou entre os dez primeiros colocados, ficando na 9a posição com 47 medalhas. Ao longo de suas dez participações nos Jogos, o Brasil já conquistou 235 medalhas, sendo 74 de ouro, 86 de prata e 75 de bronze. Os maiores medalhistas paralímpicos da história, como não poderia deixar de ser, são os Estados Unidos, com 1939 conquistas no total.

Para o Rio, a delegação brasileira virá em número recorde: 278 atletas tentarão transformar essa participação em um recorde também de medalhas. O objetivo é ficar entre os 5 melhores colocados, e pela primeira vez o país terá representantes em todas as modalidades, com 181 homens e 97 mulheres. Para isso, atletas de todas as regiões brasileiras virão aos jogos, com 128 do sudeste, 17 do norte, 53 do nordeste, 39 do centro-oeste e 41 do sul.

E os maiores atletas paralímpicos da história do Brasil estarão no Rio para ampliarem ainda mais seus recordes – alguns pela última vez na competição.

Enquanto o recordista brasileiro de medalhas Daniel Silva – que em apenas duas edições dos jogos conquistou 10 ouros, 4 pratas e uma de bronze na natação, tendo vencido todas as seis provas que disputou em Londres – ainda tem muitas olimpíadas pela frente, o grande Clodoaldo Silva, que acumulou, nas quatro paralimpíadas que disputou, 13 medalhas, sendo 6 de ouro, dirá adeus aos jogos após o Rio.

Mas são diversos os destaques que merecem toda nossa atenção no jogos. No atletismo feminino, Terezinha Guilhermina, que ficou com o ouro nos 200ms para deficientes visuais, pretende repetir seu feito no Rio.

No Masculino, depois de conseguir o impossível em Londres, vencendo o lendário sul africano Oscar Pistorius nos 200ms rasos, Alan Fonteneles é uma forte aposta brasileira no atletismo.

Se na natação Daniel Dias é herói, André Brasil não fica muito atrás: com 4 medalhas de ouro e 1 de prata, André possui três recordes mundiais e dois paralímpicos. Seu plano para o Rio é subir ao pódio em todas as modalidades em que se inscreveu.

E não podemos esquecer de Lúcia Teixeira no Judô feminino, que perdeu a final em Londres para a atleta do Azerbaijão por Ippon, e pretende no Rio substituir a medalha de prata pelo lugar mais alto do pódio com uma dourada pendurada no pescoço.

Não só para matar as saudades das Olimpíadas que se encerraram ontem no Rio, os jogos paralímpicos são motivo de orgulho para o Brasil, trazendo a saúde, a inserção, a superação e a glória para aqueles que são chamados de deficientes, mas que revelam-se sempre super-heróis nacionais. Vale lembrar: os ingressos ainda estão à venda. Então é só correr, torcer e se emocionar!

Fonte: Hypeness

6 Combinações diferentes para facilitar o dia-a-dia promovendo conforto e independência de cadeirantes.

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“Vamos politizar e fazer chorar”, promete Marcelo Rubens Paiva sobre abertura dos Jogos Paralímpicos

“A gente politizou a nossa cerimônia”, adianta Paiva, 57, que divide a direção criativa da abertura com o artista plástico Vik Muniz e o designer Fred Gelli. Os três trabalham juntos desde 2014, quando começaram uma série de workshops. Eles também fizeram viagens aos EUA para realizar pesquisas de campo em espetáculos de Las Vegas.

Cadeirante desde os 20 anos e nadador desde os seis, Paiva é autor de obras premiadas como o livro “Feliz Ano Velho” (1982) e a peça “E aí, Comeu?” (1998). Ele continuou escrevendo nos últimos anos e lançou “Ainda Estou Aqui” (2015), sobre sua mãe, e no próximo semestre publica um livro sobre o movimento punk brasileiro. Em uma conversa com o Rio2016.com, num de seus bares favoritos do Rio, ele fala sobre a influência de sua literatura na cerimônia e a descoberta pessoal dos Jogos Paralímpicos.

Rio 2016 – Quais suas memórias de Jogos Paralímpicos?

Paiva – Fui convidado para cobrir os Jogos Atenas 2004. Fui mais interessado na viagem de graça e, quando cheguei lá, vi a abertura, a quantidade de atletas, delegações, fiquei impressionado. Percebi que tinha os olhos da pessoa preconceituosa que não conhece o esporte Paralímpico, que acha que são uns coitadinhos tentando reproduzir o esporte dos adultos. Rio 2016 – Quais imagens ficaram desta primeira experiência?

Paiva – Lembro de uma atleta que, brincando, eu apelidei de vírgula, porque ela não tinha os braços e uma perna. E ela nadava como se fosse um golfinho. E eu vi aquela mulher nadando, era a coisa mais linda do mundo, era muito rápida. Eu nado três, quatro vezes por semana, é o meu esporte. Rio 2016 – Esta viagem teve algum impacto na sua vida pessoal?

Paiva – Percebi que estava por fora. Porque existe o velho deficiente, que é de onde eu vim, o cara acomodado, para quem a família tem que fazer tudo. E tem o novo deficiente, que é o cara que vai atrás, que dirige, que tem rodas super leves, que viaja, faz mergulho. Conhecia os dois lados, e este segundo passou a predominar. Tinha um título do Clube Paulistano, e quando sofri o acidente minha mãe vendeu. É a cabeça da velha geração: ‘ele não vai fazer mais nada agora’.

Rio 2016 – Muita coisa mudou entre ser cadeirante hoje e quando você tinha 20 anos?

Paiva – Quando cheguei na ECA (Escola de Comunicações e Artes da USP), tinha escada. Minha reação foi: a USP não tem nada a ver com meu problema, eu sofri o acidente, culpa minha. Meus amigos me carregavam. Até que meus amigos, revoltados, pediram para mudar a aula para o térreo. Eu mesmo não tinha pensado nisto, tinha vergonha de exigir. Hoje, se eu chego num lugar que tem escada, eles pedem desculpas, não eu. Todo mundo pede desculpa.

Rio 2016 – Como é organizar uma grande festa num momento de turbulência política no país?

Paiva – Fico muito aflito. Sou um cara de esquerda, rebelde, protesto contra a corrupção. Sinto que a gente está fazendo o que precisa ser feito, cumprindo uma missão. Só daqui a cem anos é que haverá outros Jogos, se houver, no Brasil. Quando começou aquele protesto ‘não vai ter Copa’, eu olhava aquilo e dizia, ‘vocês são ridículos’. Vai ter Copa e vai ser lindo. E foi. Rio 2016 – Qual a mensagem que a cerimônia quer passar para o Brasil e o mundo?

Paiva – A gente politizou nossa cerimônia, foi proposital, eu bati muito o pé. Começa com bom humor para mostrar que deficiente também ri, também se mete em situações engraçadas, para derrubar o estereótipo do tristinho. E mostrar solidariedade, que nós nos ajudamos, que as pessoas nos ajudam, por boa vontade. Durante minha vida toda, nunca ouvi alguém se recusar a me ajudar, e isto acontece com todos os deficientes. A gente desperta o que há de bom no homem.

Rio 2016 – Pode dar algum exemplo de como vamos ver isto na abertura?

Paiva – Não posso dizer muito, mas no final da cerimônia, um cara com deficiência passa por uma dificuldade, e o estádio, de certa forma, ajuda. Fiz política estudantil, minha família combateu a ditadura. Desde que me tornei deficiente ativista, a minha política é através dos movimentos de deficiência. Rio 2016 – Já que você não pode falar como vai ser a cerimônia, então como não vai ser a cerimônia?

Paiva – Não vai ser piegas, não vai envergonhar. Você vai chorar de emoção, em alguns momentos. Vai ser quase como um truque de mágica, com muitos ‘pop-ups’, como aquele livro infantil, sabe? Com muita ilusão de ótica. O Vik adora mágica. Rio 2016 – Como fazer algo cheio de emoção fugindo do piegas?

Paiva – É algo do qual me orgulho muito. E não foi só minha presença que fez isto rolar. Nosso time tem pessoas bastante modernas, contemporâneas, que convivem com a diversidade. Não tive dificuldade nenhuma de impor uma ideia. Às vezes tinha que chamar para uma realidade.

Rio 2016 – Que realidade?

Paiva – Nos primeiros workshops, algumas vezes eu tinha que fazer eles fugirem do lugar comum, refletirem um pouco mais profundamente sobre o esporte de deficientes, como as deficiências devem ser vistas. Foi muito fácil, eles pegaram muito rápido, porque são artistas, pessoas brilhantes. Acho que o clichê é a pura preguiça de criar.

Rio 2016 – Vai ser mais Las Vegas, ópera, Broadway ou Carnaval?

Paiva – Vai ser mais Coney Island (ilha famosa pelo parque de diversões em Nova York). Sabe aqueles truques, mágicos, malabarismos, aquela coisa circense? Fomos em cerca de seis shows em Las Vegas, do mais simples ao mais sofisticado, e a gente se prendeu na qualidade profissional que é possível atingir.

Rio 2016 – A cerimônia Olímpica tem mais dinheiro e mais atenção. Rola uma rivalidade?

Paiva – A gente quer fazer melhor que eles, claro. Eles estão meio enrolados, e a gente é mais livre, isto que é legal. Trocamos muita informação, as equipes trabalham juntas. A gente sabe que a prioridade é o Olímpico. Nós vamos partir para o lado B, e o lado B é tão bom quanto o A, às vezes até melhor. Somos a turma do fundão, dos malucos. A gente está propondo coisas muito doidas e estão aceitando tudo.

Rio 2016 – O que você traz da sua experiência literária para a cerimônia?

Paiva – Todos os segmentos têm curvas dramáticas, é muito ópera. E tudo precisa de dramaturgia. Tudo o que aprendi em literatura aflora aqui. O que você verá é o funil de um balde de ideias que ficaram para trás, e muitas estão no meu inconsciente. O escritor é solitário, e agora trabalho com pessoas muito alto nível. Sou o autor da Praça Roosevelt (popular área dedicada ao lazer e à cultura no centro de São Paulo) que conheceu o Cirque du Soleil.

Fonte: Rio2016

Conforto e independência para pessoas com deficiência!

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Ela está fazendo sucesso com suas vibrantes traduções de vídeos, memes e músicas pop pra linguagem de sinais

Pelas mãos de uma tradutora muito especial a comunidade dos deficientes auditivos passou a ter acesso ao conteúdo mais quente e desejado de todo o universo jovem: a música pop e os memes de internet. O nome da tradutora é Amber Galloway, que através de vídeos e de traduções em grandes palcos, realizadas com intensa emoção e entrega, tem permitido a deficientes compreender e curtir hits da música pop e os mais divertidos e célebres vídeos virais da internet.

Amber conta que convive intensamente com deficientes auditivos desde os 5 anos de idade, tendo se casado com um deficiente. Por isso, ela compreende a dor de não compreender algo – e foi para tentar contornar essa dor e incluir essa comunidade que ela começou esse trabalho. Seu talento para interpretar e traduzir os conteúdos fez com que a própria comunidade pedisse a ela que investisse nesse importante trabalho.

Ela aponta a importância, portanto, de um trabalho claro, bem feito e dedicado dos tradutores – a fim de que os leitores possam assimilar ao máximo e com todos os detalhes o conteúdo traduzido.

Seu talento a levou a grandes palcos do mundo, fazendo tradução para a linguagem de sinais de shows como Kendrick Lamar, Iggy Azalea e, recentemente, dos Red Hot Chilli Peppers – com direito a um emocionante “dueto” ao lado de ninguém menos que Anthony Kieds, vocalista dos Peppers, que desceu até Amber para apreciar sua interpretação.

Confira uma apresentação!

Fonte: Hypeness

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A maravilhosa modelo amputada que está fazendo sucesso após superar um câncer que se dizia terminal

Aos 14 anos, Mama Cax foi diagnosticada com um câncer de ossos e pulmão. Segundo os médicos, ela teria apenas três semanas de vida. Com uma dose de sorte e muitas doses de um medicamento experimental, ela conseguiu vencer a doença, mas carregou consigo uma marca desse passado: uma perna amputada.

O que para muitos poderia ser um símbolo de um momento traumático, foi transformado por Mama Cax em uma lembrança de como resistiu e sobreviveu ao câncer. Atualmente, ela viaja o mundo de muletas e com uma prótese na perna sem perder seu estilo.

Suas andanças são compartilhadas através do blog Mama Cax, onde fala também sobre moda e comida, suas outras paixões. “Meu plano é ter um blog de viagem para compartilhar a minha experiência como mulher, como uma pessoa de cor e como uma pessoa com uma deficiência física“, escreveu ela na publicação.

É lá que ela publica fotos de suas viagens pelo mundo e serve de inspiração para outras pessoas que passam pelas mesmas dificuldades que ela passou. É quase impossível não se apaixonar por tanto estilo!

Espia só:

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Fonte: Hypeness

2 Modelos de calças e bermudas adaptadas e personalizadas para facilitar o uso de calça plástica ou a prática do cateterismo, proporcionando conforto e independência.

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Cadeira feita com PVC ajuda fisioterapia e melhora evolução de pacientes

O fisioterapeuta Luís Antônio Nunes projetou uma cadeira feita com tubos de PVC que está ajudando no tratamento dos pacientes do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo.

Ela possibilita que as pessoas se sentem à beira da cama para fazer a fisioterapia. A cadeira de PVC ajuda a evitar complicações causadas por passar muitas horas na mesma posição.

A cadeira de PVC é melhor do que as poltronas porque o paciente não precisa ser retirado do leito. Isso quando não é necessário um profissional para sustentar o ombro e outro para ajudá-lo a fazer os exercícios.

A ideia de usar o PVC veio depois que Luís assistiu vídeos na internet que ensinavam a fazer objetos com esse tipo de material. Todo material usado para montar a cadeira custou R$ 70.

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“Foi por tentativa e erro. Medi o que seria o comprimento para acomodar braço do paciente adulto, o comprimento do tronco, como daria a estabilidade para trás e para os lados e fui aprimorando”, disse Luís.

Luís conta que tem recebido pedidos de instrução de como montar a cadeira de colegas de outros estados do país, como Acre, Paraíba, Piauí e Mato Grosso. Ele reforça que a tecnologia é de domínio público.

“Não tem patente, é de domínio público e meu prazer será ver a reprodução desse invento simples pelo Brasil.”

Fonte: Só Notícia Boa

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Ela criou um projeto para quebrar padrões de beleza com fotos avassaladoras

Se você é mulher, muito provável já deve ter se comparado a mulheres de capas de revista com seus padrões de beleza inalcançáveis e se sentido péssima. Para ajudar as mulheres a se sentirem confortáveis e orgulhosas de seus corpos, Amy D. Herrmann, uma fotógrafa australiana, iniciou um projeto maravilhoso chamado “Underneath We Are Woman” (algo como “Sob a Pele Somos Mulheres”).

“Eu queria criar um projeto sobre a diversidade dos corpos das mulheres e sobre as histórias por trás dessas pessoas. Passamos tempo demais pensando sobre os aspectos negativos de nós mesmos e é hora de mudar isso. É hora de parar de enxergar a confiança de uma mulher em si mesma como arrogância e parar de tratar a auto depreciação como uma espécie de modéstia”, disse Herrmann ao The Huffington Post.

A série conta com um grupo diversificado de 100 mulheres de idades entre 19 a 73 anos de idade em fotos sem retoque. Entre elas estão uma sobrevivente de câncer de mama, um casal de lésbicas com seu filho, uma mulher trans, uma mulher com deficiência física, um sobrevivente de transtorno alimentar, uma fisiculturista, entre outras.

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Para transformar o projeto em livro e contar a história de cada uma das retratadas, a fotógrafa criou uma campanha de financiamento coletivo no Kickstarter e falou a respeito na página do projeto:

“Tão diversas somos como pessoas. Cada uma de nós possui sua própria jornada individual e encontramos muitas coisas que alteram, desafiam, melhoram e nos mudam tanto física como mentalmente. Às vezes, nossa jornada está gravada na nossa fachada exterior, mas o que você vê na superfície nem sempre é a verdade. Para isso, você terá que olhar um pouco mais profundamente, ler um pouco mais longe, baixar a guarda por um momento. Julgamentos iniciais sobre aparência são humanos, mas nosso primeiro julgamento sobre uma mulher muitas vezes pode ser equivocado”

Segundo a fotógrafa, o principal objetivo do projeto é dar voz a mulheres que geralmente são estereotipadas. “A menina gorda que precisa de academia. A menina magra que precisa comer mais. A mulher com deficiência que precisa de simpatia. A menina bonita que está sempre feliz. Estas são simplesmente respostas pré-programadas criadas por nós e para nós para atender um maior ideal da sociedade para o que é considerado aceitável e “normal”, mas o que você realmente sabe sobre estas pessoas?”, explicou.

Confira algumas das fotos do projeto:

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Todas as fotos © Amy D. Herrmann

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Adolescente com câncer vira modelo em ensaio e deixa depoimento poderoso após perder seu cabelo

Enfrentar um tratamento contra o câncer é exaustivo para qualquer paciente. Seja pelas alterações físicas, como dores e enjoos, seja pelas dificuldades emocionais, como a dor e o tristeza de lidar com a queda de cabelo durante uma quimioterapia, por exemplo.

E Andrea Sierra Salazar, de 17 anos, conseguiu transformar o que seria um golpe para a sua confiança em uma verdadeira forma de empoderamento. A adolescente, diagnosticada com Linfoma de Hodgkin de Esclerose Nodular no estágio II após encontrar um nódulo no pescoço no início deste ano, arrasou ao posar para um ensaio interpretando uma linda princesa careca.

“O câncer não me impede de ser uma princesa“, afirmou.

Andrea sonha em ser modelo desde os 13 anos, e como teve que se afastar do colégio temporariamente devido à doença, sua mãe sugeriu que ela resolvesse levar isso adiante, já que agora tinha tempo de sobra.

Entraram então em contato com várias agências e fotógrafos, e Geraldo Garmendia, fotógrafo que também trabalha em um hospital local, se ofereceu para fazer um ensaio de Andrea.

A mãe conta que o conceito da princesa sem cabelo veio da adolescente, mas que, em alguns momentos, a jovem não se sentiu 100% segura. “No início, eu não me sentia suficientemente confiante para clicar sem nenhuma peruca. Mas então eu percebi que não tinha nenhuma razão pela qual eu devia me envergonhar, muito pelo contrário, deveria ficar muito orgulhosa de mim!”, disse Andrea.

“Esta jornada me ensinou a me amar e me aceitar, independentemente de minha aparência”, escreveu Andrea no Facebook.

O ensaio foi compartilhado nas redes sociais e viralizou, tendo atingido 100 mil compartilhamentos em apenas uma semana. Andrea também quer mostrar para as pessoas que nada deve impedi-las de seguirem seus sonhos. “O câncer não pode impedi-lo de fazer o que você ama”, disse ela. “Quero que as pessoas saibam o quanto são bonitas, e que seu cabelo ou atributos físicos não definem quem você é. Quero ser uma inspiração para elas!“, finaliza. Inspirador!

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Todas as fotos © Geraldo Garmendia

Fonte: Hypeness

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Brasileiro adapta triciclo especial para realizar sonho de filho com paralisia cerebral

Prepare o lencinho, porque a história que vamos contar a seguir é daquelas que emocionam.Gabriel Couto Rocha, de 14 anos, é apaixonado por esportes, em particular pela corrida e pelo ciclismo. Mas Biel, como também é conhecido, tem certas limitações motoras, consequência de uma paralisia cerebral, o que o impede de praticar esportes.

Mas graças ao seu pai, Rodrigo Silva Rocha, engenheiro, corredor e ciclista, Biel pode realizar seu sonho. Rodrigo, após muita pesquisa e trabalho, conseguiu desenvolver uma espécie de triciclo para que o filho sentisse o prazer de cruzar a linha de chegada.

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O modelo, encontrado na internet, foi adaptado para as condições do local onde moram, que conta com excesso de quebra molas e irregularidades de piso. “Foi tudo desenhado e projetado entre eu e amigos que foram solidários ao caso”, contou Rodrigo ao site Vá de Bike.

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A ideia surgiu após Biel participar de várias corridas com o pai, mas sempre sendo empurrado na sua cadeira de rodas. Pensando numa forma mais confortável do filho participar das provas, além de unir as duas paixões do menino, foi que surgiu a bike adaptada.

Rodrigo disse também que Biel está amando a nova bicicleta. “Diariamente, ele fica apontando para onde ela fica guardada e a minha esposa tem que levar ele para ver que a bicicleta está lácom a promessa de andarmos no final de semana”.

E, por conta dessa bela história de inclusão e superação, Biel foi um dos selecionados para conduzir a tocha olímpica na sua cidade, emocionando a todos.

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Fonte: Hypeness

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